sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Alma Felina

Penso que o ser humano ideal tem que ter alma felina. O onisciente olhar dos felinos é Divino. Que outro animal pode encantar ou amedrontar com apenas um olhar? O olhar dos felinos lê a alma das criaturas. Penso que seriam mais sinceros os humanos com alma felina, pois estes respeitariam o onisciente olhar do próximo. Independência? Isso não seria problema para os Homens de alma felina, pois todos já nasceriam livres e continuariam a desejar a liberdade até o fim de suas vidas. E não confunda independência com indiferença. Não sejas injusto com os Homens de alma felina como foste com os gatos durante a tua História. E os felinos ainda são curiosos e destemidos por natureza! Tente detê-los diante de algo que lhes desperte a curiosidade! Não conseguirás. Ah! Se todos os seres humanos fossem curiosos como os felinos! Como seria melhor o mundo se existisse sobre a Terra uma enormidade de seres humanos que não temessem as surpresas das descobertas.
Alexandra Ferreira


(Foto: Alexandra Ferreira)

O texto acima é minha homenagem aos gatos. O modelo da foto é meu gato Ulisses.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"O Brasil é uma grande mistura de realidade e fantasia." Elia Kazan (post o1)












Percurso do Olhar

Em 25 de maio de 2010 tive o enorme prazer de participar da exposição fotográfica coletiva "Percurso do Olhar" com três fotografias de minha autoria.

A exposição, de caráter beneficente, aconteceu nos Institutos Superiores La Salle-RJ e contou com a participação de 18 fotógrafos profissionais e amadores. Toda a renda adquirida com a venda das fotografias foi doada à ACHUAP.




Para esta exposição, eu escolhi três imagens bastante significativas para mim. Acredito que elas apresentam ao expectador uma síntese do percurso do meu olhar pelo mundo a minha volta e das impressões e interpretações que tenho dele.


Pecado


Rainha do Cerrado




Registro da presença de alguns amigos e familiares.




Agradeço a todos que prestigiaram esta exposição.

Muito Obrigada e até a próxima!

Memórias Fotográficas

Podemos encontrar na fotografia a história de nós mesmos e dos outros.

Para algumas pessoas, fotografar é um prazer, é estar figurando, imitando e capturando algo que existe e com o qual se deseja ou necessita prolongar o contato e a proximidade, é o desejo de que o vínculo estabelecido entre o sujeito e o objeto do seu desejo se perpetue.

A fotografia traz à tona os desejos de quem fotografa, as memórias do passado e nos apresenta a quem somos. A consciência da realidade e a essência de identidade individual dependem da memória. Talvez por isso confiemos à fotografia as nossas lembranças. A memória aproxima o passado do presente e ajuda a decifrar o futuro. A fotografia põe em evidência um momento que se desejou eternizar, o efêmero que dura para sempre. Ao apreciar uma fotografia é importante valorizar o espaço de tempo entre o momento em que o objeto foi capturado e o presente em que se contempla a imagem, porém a ocasião fotografada é capaz de conter o antes e depois. Isso é mágico e fascina a psique humana!

Segundo Strelczenia (2001), "A memória se premia recordando, fazendo memorável; se castiga com o esquecimento".

Fotografamos para recordar. Rasgamos as fotos para esquecer.